22 de jul de 2009

Calouro

Algumas postagens atrás eu disse que tinha feito o vestibular e que tentara entrar na faculdade, deixa eu explicar a minha situação pra você.
Em março de 2008 eu viajei 3.000Km (do Paraná até Rondônia), e lá na capital, Porto Velho, eu cursei um supletivo. O esquema era assim, eu levava uma apostila pra casa, estudava, e tinha segunda, quarta e sexta pra fazer até duas provas num dia, eram 78 provas ao total e lá, eu realizei metade dessas provas, o equivalente a 5 matérias, as mais concorridas, Matemática (12 provas), Português (10 provas), História (9 provas), Geografia (8 provas) e Inglês (7 provas). Como você pode notar as matérias variavam de 12 a 01 provas por matéria e essas eram as que continham mais provas. Levei 5 meses para realizar essas provas, por motivos especiais eu me retirei de Rondônia e voltei até o Paraná, onde cheguei em Setembro, me inscrevendo no CEJA (Centro Integrado de Educação para Jovens e Adultos) logo que cheguei, a única exigência para realizar minha inscrição, foi saber se terminaria o curso antes do Vestibular de Inverno da UFPR (Universidade Federal do Paraná), a promessa foi que terminaria antes. A diferença desse supletivo com o outro, é que esse era particular (e caro), o outro público (e decente).
O tempo foi passando e eu realizava minhas provas tranquilamente, o vestibular seria em Julho e eu tinha quase um ano pra terminar sete matérias, já havia feito 5, o tempo foi passando, eu terminei uma semana antes de fazer o vestibular e então, a segunda promessa, a de que eu receberia no decorrer de um mês o meu histórico atestando que havia terminado o segundo grau e como você sabe, sem esse documento não é possível realizar o registro acadêmico na faculdade e não há nenhum recurso que possa ser tomado, se há, no minímo exige um bom advogado.

Primeira fase, 80 perguntas, 40 acertos, 40 erros.

3 semanas depois.

Segunda fase, pontuação máxima 60, pontuação obtida 33.

Até aqui já se passaram 3 semanas e nada do meu documento, ainda faltava um mês até o registro, eu e minha mãe começamos a pressionar e o tempo foi passando, escutei todo tipo de DESCULPA que você possa imaginar. Pra adiantar a história, chegou o dia do registro e eu ainda não tinha o documento, no desespero consegui uma declaração, pra minha infelicidade não aceitaram, na faculdade me deram um prazo máximo de 24 horas pra conseguir o histórico original e duas fotocópias autenticadas, caso contrário perderia minha vaga, agora me diz, o que eu como aluno consegueria fazer em 24 horas se o diretor do meu curso em um mês e meio não conseguia NADA?

Presta atenção como age o Inimigo na minha vida.

Pela manhã do dia do registro eu fui lá (UFPR) com a declaração e não aceitaram.
Cheguei em casa falei isso pra minha mãe e ela me disse que não havia mais o que ser feito. Na hora eu pensei em xingar o mundo, quebrar meu quarto, socar a parede, perderia um ano, arriscando não passar no próximo vestibular por causa de um papel? De uma assinatura? Respirei, lembrei que não importa o que aconteceça, DEUS ESTÁ NO CONTROLE! me acalmei e cheguei até a pensar no que eu poderia fazer além da faculdade, retomei minha rotina de sempre, "cochei um nofi", fiquei susse e enquanto isso........
Minha mãe ligou no supletivo (C.N.A e CEJA integrado, ali na beira da praia mesmo, fica esperto), eles disseram que estavam faltando documentos e BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA. Briguei com a minha mãe na mesma hora:
- Você ainda acredita neles?
- O que eu posso fazer?
- Liga pro núcleo!

E lá vamos nós na internet, telefone do Núcleo do Ceja em Curitiba, telefone da UFPR Litoral e do MEC.

No Ceja eles disseram que possuiam uma cópia do meu histórico, que poderia ser enviada por email até mim.
Na CNA a secretária não sabia nem abrir o email.
Na UFPR eles não aceitaram a cópia.
No MEC eles disseram que o curso era reconhecido.

Telefone novamente.

No Ceja eles disseram que meu histórico original estava lá (Curitiba) e era só buscar.
Correios fechados, ônibus 20:30, fui, cheguei pelo fim da noite e início da madruga, estava na frente do núcleo exatamente as 8 da manhã e fui o primeiro a entrar, peguei o histórico, fui pra rodoviária, ônibus 10:00. Estava em matinhos as 12:20, fui pro centro, o cartório abriu as 13 horas, tirei duas fotocópias, autentiquei, as 14 horas efetuei meu registro da faculdade, sempre orando em meus pensamentos e quer saber? Ainda não acredito! DEUS é GRANDE NA MINHA VIDA! E eu entrei na faculdade e se DEUS quiser dia 27 é minha primeira visita como aluno efetivo.

Quantos reais foram gastos com toda essa brincadeira? Umas 10 parcelas de 60 reais, uns 10 reais em autenticação, uns 15 reais em FAX, uns 70 reais em ligações celulares (interurbanos), duas passagens de ônibus (45 reais), por sorte meu irmão tem casa em São José e veículo.
E o constragimento? E a angústia de perder a vaga?

O que eu e minha mãe conseguimos com algumas ligações no decorrer do dia 21 até a tarde do dia 20, o diretor do supletivo não conseguiu em um mês e meio (não conseguiu ou não quis?).

O fato: Aqui em Matinhos, no mesmo local onde eu realizei o meu supletivo, também existe uma faculdade a distância e o vestibular será em breve, a inscrição é com o mesmo diretor do supletivo, coincidência?
E agora? Vou no Juizado Especial? O que você acha? Fico em paz com a minha vaga e "deixo baixo"?


Qual sua idéia?

3 comentários:

Andressa E. disse...

Grande luta, rezo muito por você e para você.

migirelli disse...

Batalha vencida,Graças a Deus!
Em todos os "obstáculos" Deus estava com você.

5° lugar,hummm!

Eu penso que você deve "deixar baixo",Deus já te deu a vitória!
\o/

Mii :*

Leane disse...

TÚ É FODA, PIÁ!

Não deixe de comentar.
Jesus nos guie.

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