20 de ago de 2010

Foi nos furos da lata que vi minha vida esvair-se na fumaça, maldita fumaça que mata, nas cinzas se desfez, erva seca que vira palha, na brasa eu vi os anos passarem e os textos se queimarem, cada trago tragava de mim a minha inocência, a criança dormiu, longe de seus vicíos, só eles é que ficaram, ao que os carrinhos de flexão enferrujaram e o papel enroulou-se, mas longe de mim que se enferrugem os pensamentos e se enrolem as idéias. Se serve de consolo ainda sou bom em fazer mal à mim mesmo.

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Jesus nos guie.

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