13 de dez de 2013

Epifania

Meu mel tornou-se fel.
Meu céu ao léu.
Meu pássaro azul era meu melhor amigo.
Agora, é minha melhor lembrança.

Antes nada tivesse acontecido
do que tudo houvesse perdido.
Agora o riso é pranto, o choro tanto
Ò, me esconde manto santo.

Nunca pareceste tão bela, morte.
Dos que partem, a sorte de uma boa fama.
Da lama ao luto, emfim, tudo.

Já não me escuta, desistiu
uma dose de cicuta, por um cetil,
Até minha sombra partiu
e foi pra nunca mais

Cadê a paz?
Meu amor é um choro sem jeito
Agulha no peito, sujeito imperfeito
Dor.

Uma poesia sem fim
Uma agonia sem fim,
Epifania, emfim.

Até quem me vê lendo o jornal. Na fila do pão, sabe que eu te perdi.

Acredito que todo poeta nasceu de um choro. Que toda poesia vive de lágrima. Que toda lágrima me lava a alma.



Eu sempre desisti de tudo na minha vida, a única coisa da qual eu não desisti, desistiu de mim.

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Jesus nos guie.

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